Depressão Pós Parto – Como reconhecer e como tratar?

A angústia pós-parto (também chamada de baby blues) e a depressão pós-parto (DPP) não são a mesma coisa. A primeira é comum e rápida, a segunda pode ser emocionalmente debilitante e ter efeitos duradouros sobre a mãe e a criança. É vital fazer a distinção entre as duas.

Cerca de 85% das mulheres têm angústia que, para muitos, é considerada normal. Os sintomas podem incluir: mudanças de humor, irritabilidade, ansiedade, confusão, crises de choro e distúrbios de apetite, que ocorrem um ou dois dias após o parto e duram cerca de 10 a 14 dias. Embora não se saiba o que provoca a angústia, a suspeita mais comum é que se deva às súbitas alterações hormonais e à privação de sono – o que é mais uma razão para você dar umas cochiladas sempre que puder e tentar fazer exercícios de relaxamento. Quando o bebê cresce um pouco mais, estabelece naturalmente uma rotina alimentar, mamando mais e dormindo um pouco mais a cada dia.

depressao-pos-partoEm cerca de 10% a 20% de todos os partos, a angústia evolui para a depressão pós parto. Em mais da metade desses casos, começa nas seis primeiras semanas e chega ao auge na décima semana depois do parto. Os sintomas mais comuns da DPP incluem perda de interesse pelas atividades habituais, dificuldade de concentração e de tomar decisões, fadiga constante, sentimentos de menos valia ou de culpa, pensamentos recorrentes de morte ou suicídio, ganho ou perda de peso significativa, alterações nos padrões de apetite ou sono e ansiedade excessiva com relação à saúde do bebê.

Se você ou o seu marido achar que você apresenta alguns desses sintomas, ou não estiver se sentindo bem, não deixe de falar com seu médico e pedir ajuda, não só porque você corre o risco de depressão recorrente mais tarde na vida, como porque o seu problema pode ter efeitos a longo prazo sobre o desenvolvimento e o comportamento do seu filho.

Há várias teorias sobre a depressão pós parto. Uma das mais comuns é a flutuação dos níveis hormonais. Até hoje, ninguém identificou uma base biológica, mas a mulheres podem ter alterações na tiróide durante a gestação que, se não tratadas, contribuirão para a depressão. Seu médico pode lhe sugerir fazer um exame de tiróide, se suspeitar de DPP.

Os fatores que aumentam o risco de ter DPP são histórico de depressão na família, caso de DPP após um parto anterior, estresses oriundos de fontes externas como problemas financeiros ou falta de apoio familiar. Essas informações são importantes para o médico – a identificação precoce dos sintomas permite o tratamento logo no início, o que ajudará a encurtar o curso da doença.

Você pode achar difícil falar sobre os seus sentimentos com o médico ou mesmo com um parente próximo, principalmente porque há o pressuposto de que quem acabou de ser mãe deve estar feliz. Mas não se acanhe, pois a DPP é uma doença e exige o conhecimento médico para ser tratada.

Quem trata a DPP é o psiquiatra. Isso pode assustar quem considera preconceituosamente o psiquiatra um “médico de malucos”.  Não é. Como a depressão é um problema de falta de serotonina entre os neurônios, somente o psiquiatra ou neuropsiquiatra é quem pode diagnosticar precisamente e indicar o melhor tratamento. Ele pode recomendar terapia ou medicamentos ou ambos. Deixe claro se estiver amamentando para que ele possa prescrever medicamentos seguros.

Se você não conhece um bom psiquiatra, peça ajuda ao seu obstetra pois ele com certeza saberá de alguém para lhe indicar.

2 thoughts on “Depressão Pós Parto – Como reconhecer e como tratar?

  • 3 de julho de 2017 at 16:41
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    Fiz uma pesquisa no google e aqui estou nesse blog que estou achando bem legal… Acho que minha esposa tem depressão pós parto… Essas dicas me ajudaram a entender um pouco mais sobre isso. Obrigado

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